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Ter O Segundo Filho: A Decisão

Ter mais um bebê em casa: para algumas mulheres, uma decisão pra lá de automática… pra mim, chegou aos poucos e ainda me parece meio loucura, hehe!

Os primeiros meses do Ricardo foram uma completa montanha-russa: eu tive problemas na amamentação, Ricardo acordava milhares de vezes na madrugada e eu até conseguia trabalhar durante o dia, mas era uma completa zumbi, com o emocional super frágil. Por conta disso, jurei pra mim mesma que Rico seria filho único.

Depois do primeiro aniversário (aquela sensação de “sobrevivemos!”), tudo melhorou muito. Rico é muito carinhoso, dorme cada vez melhor e faz caras e bocas engraçadíssimas. Toda conquista ou gesto super maroto e inteligente dele me derrete e parece que meu coração vai explodir de tanto amor. Aí surgiu a pergunta entre eu e meu marido: e aí, vamos ter mais um?

A verdade é que eu tenho uma irmã e Mateus tem dois irmãos. Crescemos com irmãos e achamos natural uma família ter mais de uma criança. Acho legal ele conviver com outro bebê, aprender a dividir, a ter uma companhia em casa da idade dele para brincar. Eu entendo quem queira ter apenas um filho, mas aqui, depois do furacão do primeiro ano, rs, a decisão foi mesmo de ter o segundo filho e com menos de 3 anos de diferença de idade entre eles, para que eles aproveitassem fases semelhantes da infância juntos.

Eu não me engano, gente: eu sei que vai ser pauleira ter dois bebês em casa (quando nossa menina nascer, Rico vai ter 02 anos e 06 meses) e que nossa vida social com dois bebês deixa de ter a liberdade que tínhamos com apenas um filhote (deixar os dois na casa do padrinho vai precisar de muito mais estratégia e estrutura que antes, com um só, rs). Mas sabemos que esses anos, por mais intensos que sejam, passam muito, muito rápido e são muito especiais. Logo, logo as crianças vão crescer e vão ficar mais e mais independentes, ter sua escola, seus amigos e vamos recuperando o tempo só para nós.

O que acho meio doido é a pressão que se faz em cima das mães e pais sobre essa decisão. Na nossa família, a pressão foi para que Rico continuasse sendo filho único, por conta da crise econômica e da violência no Rio de Janeiro. Mas algumas amigas sofrem pressão contrária: os familiares e amigos ficam perturbando com a frase “e aí, quando vem o próximo?” *sintam meus olhos revirando aqui*

Essa decisão é tão íntima quanto a de ter o primeiro filho e não deve sofrer pitacos alheios. Recomendo fazer cara de alface para aquela tia que insiste em fazer a mesmíssima pergunta todo evento da família, combinado?

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