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Sobre Estar Grávida Pela Segunda Vez

Quando eu decidi ficar grávida de novo (tem post sobre isso aqui), eu achava que teria uma gravidez tranquila e idêntica à primeira. Santa inocência da mãe que aqui escreve, rs. Acabei me dando conta de que, assim como nenhum filho é igual ao outro, nenhuma gravidez é necessariamente a mesma depois da primeira.

Segunda Gravidez: O Primeiro Trimestre

Tem sido uma experiência completamente diferente. Para começar, eu tive um primeiro trimestre enlouquecedor. Sério, eu achei que fosse pirar. Meu corpo deu tilt: eu senti um cansaço que eu nunca senti na vida, tinha vontade de dormir o dia inteiro (quem me conhece, sabe que isso é muito estranho – escrevi sobre isso nesse post do A Menina da Foto). Senti muito enjoo, vomitei, acabei emagrecendo. Imagine dar conta de um desafio extra: além do trabalho que não para (porque eu sou empresária, não tenho carteira assinada), precisava dar atenção ao meu pequeno, que tinha menos de 2 anos (acabou de completar 02 anos agora).

Além do corpo zicado, minha mente também deu um nó: eu senti uma melancolia louca. E não conseguia explicar o que tava acontecendo, achei que tava ficando louca. Não só louca, mas ingrata: tanta mulher no mundo querendo engravidar e eu, que engravidei super rápido, estava de mimimi? Que isso! Mais culpa na cabeça: eu valorizava menos a gravidez da minha menina do que a gravidez do meu primeiro filho?! Era isso que eu pensava que estava acontecendo.

Mas a verdade é que tudo não passou de uma combinação de hormônios insanos com deficiência de vitaminas importantes. E quando eu detectei isso nos exames de sangue (gente, olha como o pré-natal é indispensável…), comecei a tomar os suplementos necessários, fazer modificações na minha alimentação. Aí o segundo trimestre veio e me deixou muito mais feliz – aêêê!

Eu ainda preciso de alguns cuidados que dispensei na primeira gestação. Por exemplo, sinto que meu corpo precisa de mais descanso. Senti contrações com dor e isso me preocupou, precisei passar uns dias de repouso forçado. Também tô sentindo muuuuito menos fome do que eu sentia na gravidez do Ricardo. Preciso me forçar a comer, às vezes a correria é tão grande que eu esqueço de almoçar ( e lá vem a culpa na minha cabeça de novo). Mas esse segundo trimestre já está bem mais amigo do que o primeiro!

Segunda Gravidez: Um Novo Filho… E O Filho Mais Velho?

Eu já tinha lido sobre isso antes, já tinha conversado com algumas amigas sobre todo o processo do primeiro filho passar a ser ‘o filho mais velho’. Esse processo é revolucionário não só para o seu filho: ele mexe com você também. Eu estou muito mais apegada ao Ricardo e ele tá sentindo tudo isso. Estamos com a ‘síndrome do coala’ aqui em casa, ele quer ficar no meu colo o tempo todo (e minha médica pediu que eu maneirasse no colo por conta das contrações, imagina o drama). Ele passa o dia inteirinho gritando “mamaaaaaiiiiiim, mamaaaaaiiiiim”. E todo mundo virou “mamaimm”, o que é muito engraçado! Ele olha para o pai e diz “mamaaaaiiim”, ahahahah!

Eu fico olhando agora para ele e fico triste, com medo. Medo de não conseguir dar atenção a ele como sempre dou. Medo de ele se sentir abandonado quando a Helena chegar, de se sentir rejeitado. Medo de não saber lidar com tudo isso da melhor forma para ele. Entende o que eu digo?

Vou procurar conversar bastante com ele nesses meses e colocar ele participando da gravidez, mesmo que ele ainda não entenda muito bem (ok, não entende lhufas) o que está acontecendo. Se você tiver dica de leitura sobre o tema, eu também tô aceitando, pode deixar aqui nos comentários, viu?

No fim das contas, eu acho que a primeira gravidez faz nascer uma mãe. Mas a segunda gravidez… faz nascer uma mãe de dois. Que essa transformação possa ser doce para mim e para o meu menino. 🙂

 

Tudo mudou no momento em que você nasceu. Passei a ter coragem para fazer a mudança profissional que eu tanto queria. Comecei a levar meu dinheiro a sério, porque eu queria te ensinar o valor de poupar, investir, cuidar dessa parte tão importante da vida. No momento em que você nasceu, nasceu uma mãe em formação. Sim, porque a gente não vira mãe de uma hora para outra. A gente aprende aos poucos, vai se adaptando às mudanças da vida, ao cuidado intensivo com esse ser tão pequeno. Vamos aprendendo a lidar com as nossas próprias frustrações, nossas limitações, mas, principalmente, conhecendo um amor que não tem limites e é tão surreal que parece coisa de outro mundo. Meu filho, ver você feliz, sorrindo, falando pelos cotovelos, é conhecer um pouquinho da face e do amor de Deus nas nossas vidas. Que Ele siga te protegendo e te abençoando nessa jornada e que você seja luz na sua própria vida e na vida das pessoas que passarem por seu caminho. ❤

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