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A infância é algo mágico e isso fica ainda mais evidente quando encontramos um quartinho que mais parece uma floresta encantada do que um simples local para dormir.

Inspirada em seus sonhos de criança, a mamãe Delia Hauser projetou uma floresta leve, moderna e mágica na decoração do quarto de seu pequeno George.

“Minha mãe costumava nos contar histórias sobre gnomos, fadas e animais falantes, e eu adorava que não houvesse regras na floresta que ela criou, diz ela. Nós costumávamos fazer caminhadas para encontrar suas casas ou qualquer evidência de que eles viviam lá, e ainda às vezes olho duas vezes em troncos de árvores velhas quando estou na floresta! Eu queria criar um espaço onde os unicórnios e leões são igualmente reais, vivem pacificamente juntos e talvez também estejam em uma banda”.

O tapete de urso é uma das muitas fofuras desse quartinho. Na poltrona, uma almofada carrega o desenho de uma raposinha fofa.

O quartinho foi pensado para ser compartilhado por irmãos no futuro, seja menino ou menina. O resultado encanta a todos, mesmo os adultos! A base da luminária é um papagaio e acima do trocador, cabeças de bichos em pelúcia são exibidos como troféus. <3

Uma tenda linda e mágica convida ao aconchego. O quarto foi projetado para ser colorido mas com bases sóbrias. As paredes listradas acabaram saindo em um tom mais escuro do que Delia esperava, mas ela amou o resultado final!

A peça preferida de Delia é o mural da floresta, pintado pessoalmente por ela durante a gestação. Um desenho lindo, detalhado e ao mesmo tempo livre! O carinho pela obra é tanto, que ela espera que permaneça em família e passe por várias gerações.

Um quartinho mágico e decorado com muito amor!

Fonte: Apartment Therapy

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O tipo de parto da Helena foi escolhido com base na minha experiência no parto do Ricardo, meu primeiro filhote. Eu escrevi sobre meu primeiro parto nesse post aqui do A Menina da Foto. Agora quero falar mais sobre ele e porque escolhi o parto natural para essa gestação.

 

Escolha de Parto: Liberdade de Escolha

Bom, uma primeira observação aqui: se você prefere a cesárea, se não vê problemas em escolher o dia para o seu filho nascer, eu não tenho problemas com isso. Existem várias pesquisas científicas que hoje comprovam que o parto normal/vaginal é a melhor forma, a forma mais saudável de trazer seu filho ao mundo. Mas eu ainda acho que isso deve ser uma escolha sua, tomada com base em todas as informações disponíveis para você. Apenas não permita que o medo seu ou das pessoas da sua família te afastem da forma de parto que você quer para você, ok? Informe-se e seja firme na sua decisão, sempre observando o que é melhor para sua saúde e para a saúde do seu bebê. Médicos que te empurram para uma cesárea sem necessidade são muito mais frequentes do que você imagina, pode acreditar.

 

Escolhendo o Parto Natural

Agora que eu falei sobre liberdade e consciência de escolha, quero falar sobre a minha escolha e as minhas razões para optar pelo parto natural. Eu fiz uma cirurgia grande e delicada na minha coluna aos 12 anos de idade. Então não tenho a menor vontade de passar por uma cirurgia novamente. A cesárea é uma cirurgia, a gente precisa entender isso. Não é algo tão fácil como a “solução de prateleira” que costumam vender nos consultórios. E para várias mulheres que têm um pós-operatório sem problemas, existem várias e várias outras que passam por perrengues depois da cirurgia.
Isso foi o suficiente para me fazer optar pelo parto normal na gravidez do Ricardo. Como não tive complicações, o parto aconteceu normalmente e minha recuperação foi rápida, bem ok. Mas algumas coisas me incomodaram bastante no parto do Ricardo:
  • Cheguei no hospital e já foram me espetando. Eu tenho pavor de agulhas. Estava nervosa, ansiosa porque minha bolsa tinha estourado, com contrações e ainda tive que aguentar minhas veias sendo estouradas três vezes. No fim dessa brincadeira, quase desmaiei e vomitei de nervoso. A anestesista quase teve um treco de raiva com a equipe que fez isso comigo, porque foi procurar minha veia na hora do parto e tava tudo estourado.
  • Eu cheguei muito cedo ao hospital, logo depois que a bolsa estourou. A minha médica me falou que eu podia ficar em casa, mas eu fiquei muito ansiosa e quis passar a noite lá. Esse foi meu principal erro, eu acho. Eu poderia ter dormido e descansado mais, para estar mais disposta para lidar com a dor das contrações.
  • Eu não fazia a menor ideia do que fazer para diminuir as dores da contração, para lidar com elas. Pedi anestesia com 5 cm de dilatação, mas acho que se eu tivesse mais informações e tivesse também preparado meu marido (que ficou o tempo todo com a câmera na mão porque eu pedi para ele registrar tudo, em vez de fazer massagem nas minhas costas rs), talvez tivesse conseguido parir sem anestesia.
  • A hora da anestesia foi a pior hora do parto. Eu tenho uma haste fixada na minha coluna, o que limita o espaço entre as vértebras para aplicar a anestesia. Então imaginem que eu precisei sentir contrações dolorosas sem me mexer, de lado na maca, enquanto a anestesista tentava aplicar uma, duas, três… foi um suplício, eu lembro de rezar e chorar ao mesmo tempo. Depois da anestesia, eu tive bradicardia e apaguei, dormi de cansaço mesmo, por uma hora e meia.
  • Eu pari deitada, de longe a pior posição para fazer força nas contrações, o que aumenta o tempo do expulsivo e a possibilidade de lacerações.
  • Eu fiz episiotomia. Minha médica não fez nada sem a minha autorização, já tínhamos conversado sobre isso e na hora ela me perguntou se poderia fazer. Eu passei três semanas com dores e dificuldade de sentar por conta dela, o que fez da amamentação um momento mais difícil.
Eu tive todos os meus desejos e escolhas respeitados, eu me senti cuidada pela minha equipe médica o tempo inteiro e Ricardo não sofreu nenhum procedimento desnecessário: ele foi para o meu colo e meu peito assim que saiu de mim, ficou mamando, eu fiquei ali lambendo minha cria… não aplicaram colírio nele, nenhuma injeção desnecessária, ele não tomou banho logo que nasceu (quem deu o banho nele foi Mateus, no quarto do hospital, 24hs depois) e não foi para incubadora, foi direto para o quarto (Mateus seguiu ele para onde ele fosse) e não tomou fórmula (já ouvi relatos de enfermeiras dando fórmula escondidas, sem autorização dos pais e dos pediatras!).
Ainda assim, essas coisas que me incomodaram me fazem querer tentar um parto natural, sem intervenções. E agora vou contar como eu tenho me preparado para isso.

 

Parto Natural: Como Tenho Me Preparado

Por mais que eu saiba da importância da doula no cenário do parto, eu quero que meu marido seja meu ‘doulo’, rs. Não quero mais gente na sala do parto, acho um momento muito íntimo. Se pudesse, seríamos só minha médica, eu e Mateus, sendo bem sincera. Só para terem uma ideia de como valorizo minha intimidade nesse momento, eu amo fotografia e mesmo assim, não contratei equipe de fotografia ou filmagem. Então não tenho nenhuma doula contratada no momento. Para quem pensa em acompanhamento, você pode considerar uma doula ou uma enfermeira obstétrica que te ajude no trabalho de parto.
Eu tenho me informado muito: pesquisas científicas, blogs sobre partos, relatos de partos de outras pessoas. Ainda não vi o “Renascimento do Parto”, bem bacana para quem quer se informar mais sobre partos naturais. Também tenho conversado bastante com meu marido sobre isso, porque eu preciso que ele tenha a consciência de que vai ser a pessoa no parto que vai apoiar as minhas decisões e me ajudar nos momentos de dor. Ele ainda acha que eu vou dar um soco nele quando eu disser “quero anestesia” e ele falar “mas, amor, lembra que você me falou que não queria…”. Mas estamos num caminho de informação e parceria bem bacana e fico muito feliz com isso.
Acho que o mais importante é entender que o parto é um momento da mãe. Veja bem, óbvio que é um momento importante da vida do pai e de toda a família, mas é o corpo da mãe, é a saúde da mãe, é a mãe que tá sentindo uma dor bizarra. Então ela precisa de apoio e de respeito às suas opções. Eu tenho visto muitas mulheres tristes e inseguras nos grupos de Facebook que eu frequento, porque não têm sido respeitadas por seus maridos e familiares. Acho isso surreal e muito triste. Mas se isso acontece com você, seja firme na sua decisão. Se seu marido parece não apoiar a sua decisão de vias de parto, considere a possibilidade de contratar uma doula ou enfermeira obstétrica para ficar do seu lado nesse dia tão importante. E evite comentar com seus familiares os detalhes do seu parto, para evitar aborrecimentos sobre esse tema.
Também é importante conversar com seu médico várias e várias vezes. Tire suas dúvidas e não deixe para fazer isso no fim da gestação, para não ser pega de surpresa por um médico que pensa completamente diferente de você.
Com relação à saúde, se eu não estivesse de repouso, eu faria pilates para preparar meu corpo para o trabalho de parto. Vale a pena você fazer exercícios específicos para aumentar sua consciência corporal, fortalecer seu corpo e aumentar a sua disposição para força no expulsivo.
Ah! Muito importante: pesquise sobre formas de alívio da dor e informe seu companheiro/marido/namorado/amiga/mãe, para que a pessoa ao seu lado te ajude a aliviar a dor das contrações. Eu vou alugar um aparelhinho chamado TENS, que emite um choquinhos para usar na hora que a dor começar a apertar. Um bom banho de chuveiro quentinho, massagens nas costas, ficar em pé em vez de ficar deitada… tudo isso pode te ajudar a lidar com todo o processo de uma forma bem menos dolorida.

 

Parto Natural e O Medo de Sentir Dor 

Se você ler meu post sobre o parto do Ricardo, você vai ver lá que eu já não tinha medo de sentir dor no parto. Meu medo maior sempre foi ser cortada, sinceramente acho isso muito pior. E olha: esse mito todo da dor do parto normal precisa ser derrubado. Você não quer sentir a dor do parto natural? Porque não considera a analgesia para minimizar sua dor, em vez de escolher a cesárea? Sabia que você pode conversar com sua obstetra e sua anestesista para que você receba uma dose que diminua sua dor, mas não te impeça de ficar sentada e fazer força, o que vai ajudar no seu expulsivo e diminuir riscos de laceração?

 

É normal sentir medo, ok? A gente sente medo do que não conhece, é super normal. Como eu já sei o que é passar por uma cirurgia, meu medo era outro. Procure conversar com várias pessoas, leia sobre o tema, informe-se. Depois de se informar, se você quiser optar por outra via de nascimento, tá tudo bem! 😃

 

Expectativa & Realidade

Eu não romantizo partos, rs. Mais do que isso: eu sei que posso planejar o que eu quiser, mas, no fim das contas, o que é mais importante é a vida da minha menina. Se a cesárea for necessária, eu vou fazê-la com a maior felicidade: eu quero a saúde da minha filha. Eu tenho zero expectativa e por isso já estou pesquisando o que fazer em um pós-operatório de cesária, caso eu precise dela (meio neurótica, eu sei, mas prefiro sempre me informar do plano A e do plano B).

 

E mais: é importante cuidar do seu parto, mas também é importante pensar no pós-parto. Pensar nos cuidados com você e com o bebê nos primeiros meses e entender que o parto é importante, mas o cuidado com o puerpério é ainda mais fundamental.

E você, como lidou com seu parto à época da sua gravidez? E se você está grávida, como está administrando todas essas escolhas? Conta aqui nos comentários!

Fotos incríveis: Laura Oliveira Fotografia